Dolores Claiborne: O que é correto é sempre justo?


Resumo da obra de King publicada em 1992.

Minha trigésima segunda leitura do autor Stephen King foi o livro Dolores Claiborne. Publicado em 1992, Dolores é a personagem principal da história, que se da inicio com um depoimento dela para a polícia após ser acusada e matar sua patroa Vera Donovan — uma mulher muito rica para quem Dolores trabalhou por muitos anos. 

A narração do livro é construída em forma de um longo capítulo, retratando um longo depoimento, sem interrupções. O depoimento é um grande desabafo carregado de vários sentimentos: raiva, angústia, dor e tristeza. 

Dolores jura que é completamente inocente em relação a morte de Vera, no entanto, confessa nas primeiras páginas que é culpada de matar o próprio marido, Joe, um crime cometido muitos anos antes e nunca resolvido pela polícia.

Joe era um homem abusivo e alcoólatra. Dolores viveu muitos anos de sua vida sob medo constante do marido. Infelizmente, a crueldade de Joe aumenta e Dolores toma a única decisão que julga possível no caso: ela planeja e assassina o marido sem piedade.

O livro é muito mais do que a confissão sobre um crime e sobre provar a inocência de outro. É a história de uma mulher oprimida pelas estruturas de poder — patriarcais, sociais, econômicas — que encontra sua própria maneira de resistir.

Mais uma obra de Stephen King que abandona o terror sobrenatural como visto em IT, Salem's Lot, O Cemitério, Carrie e muitos outros livros que o definiram como mestre do horror e nos mostra um medo muito mais real: o da violência contra a mulher, do machismo e injustiça social e do silêncio das vítimas. 

Recomendo muito a leitura de Dolores Claiborne, um livro que é um retrato intenso e muito bem escrito da força feminina.

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