O Conto da Aia, por Margaret Atwood.
O livro “O Conto da Aia” escrito pela autora Margaret Atwood e publicado em 1985 trata-se de uma distopia onde no futuro os Estados Unidos foram substituídos pela República de Gilead, tornando-se um sistema totalitário. A sociedade de Gilead é extremamente patriarcal e governada por líderes religiosos que utilizam interpretações extremas da Bíblia para justificar suas políticas.
A história é narrada por Offred, uma das aias que são mulheres cuja função é exclusivamente para reprodução. Isso deve-se a crise ambiental e reprodutiva que o livro retrata. As aias são forçadas a engravidar de seus comandantes para então dar filhos às respectivas famílias de alto padrão. As aias vivem sob constante vigilância e muitas restrições.
O livro traz como tema principal a opressão de gênero e o modo como as mulheres são subjugadas, privadas de seus direitos básicos e utilizadas como recurso.
"Um grupo de homens autoritários assume o controle e tenta restaurar uma versão extrema do patriarcado, em que as mulheres (como as escravas americanas do século XIX) são proibidas de ler."
A história, na minha visão, é super relevante nos dias de hoje pelo fato de retratar questões relacionadas à liberdade e resistência contra a opressão.
Adaptação para a TV
A adaptação do livro como série de TV foi lançada em 2017 e despertou o interesse de leitores da nova geração, trazendo mais olhares para as temáticas abordadas.
Tanto o livro quanto a série são ambientados em Gilead e a opressão de gênero, controle do corpo das mulheres e resistência são mantidos em ambos.
Na série, os personagens de Serena, Nick e Moira recebem detalhes de suas histórias mais desenvolvidos, já no livro, a história é majoritamente centrada em Offred, tendo menos foco para os personagens secundários.
Outro fato que achei diferente foi como a forma como June é retratada no livro versus na série. Na adaptação, ela é colocada como uma figura de extrema importância e central do movimento de resistência contra Gilead. No livro ela é mais passiva, existindo o desejo de revolta, porém com muito menos ação.
A série já conta com 5 temporadas e continua além do final do livro, que é mais aberto deixando o destino de June (ou Offred), incerto.

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