Literatura e Resiliência em "A Cor Púrpura", por Alice Walker.

 “A Cor Púrpura” foi um livro escrito por Alice Walker, publicado em 1982 e ganhador do Pulitzer em 1983 como melhor livro de ficção.


O livro é narrado através de cartas que Celie, uma menina de 14 anos e personagem central da história, escreve para Deus e depois para sua irmã Nettie. No livro, a escrita dessas cartas é revelada de forma simples, com muitos erros gramaticais, fazendo com que a narração da história seja única e original, similar com o que encontrei no livro Ensaio sobre a cegueira, escrito por Saramago onde não existem regras de pontuação. 

Celie é uma garota negra cuja vida é marcada por uma série de tragédias e abusos físicos e emocionais. A narrativa acompanha a jornada de Celie desde a infância até a vida adulta enquanto ela enfrenta desafios imensos e busca sua própria identidade e liberdade.

A autora retrata fortemente o protagonismo feminino nessa obra como por exemplo o fato de Celie encontrar apoio e amor em outras mulheres, especialmente em sua amiga e amante, Shug. A relação entre Celie e Shug é transformadora, fazendo com que Celie tenha uma visão de si mesma como uma pessoa digna de amor e respeito.

O livro também aborda questões como racismo, sexismo, abuso e a luta por igualdade. Com tudo isso, o livro traz uma carga um tanto pesada para o leitor no decorrer das páginasm, porém Alice consegue contrastar isso com momentos de esperança ao longo da história.

Foi muito poderoso ver Celie crescer e se desenvolver como personagem, encontrando sua própria voz. Acho que se eu fosse descrever esse livro em uma única palavra seria resiliência. 

Uma leitura intensa, tenho certeza que “A cor púrpura” continua a tocar  leitores décadas após sua publicação.


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