A Zona Morta, Stephen King: Minha vigésima leitura do autor.

 


Publicado em 1979, o livro "A zona morta", de Stephen King foi minha mais recente leitura finalizada. Nesse livro, o autor foge do gênero terror, com uma história que se encaixa melhor nos gêneros de ficção científica e suspense.

A zona morta se passa na cidade fictícia de Castle Rock, e é em fato, o primeiro livro no qual o autor cita a cidade. Johnny Smith é o grande protagonista, uma pessoa comum colocada em uma situação extraordinária e paranormal ao sofrer um acidente de carro. Chegando muito perto da morte, Johnny fica em coma por muitos anos e surpreendentemente acorda por volta de cinco anos depois.

Dentre os danos físicos sofridos, sua lesão neurológica é a que mais fica evidenciada, tanto que Johnny chama a parte do cérebro afetada de "zona morta". Ao tocar as pessoas, Johnny consegue ter visões tanto de coisas que estão acontecendo no momento, quanto coisas que acontecerão no futuro.

Um serial killer denominado como o estrangulador de Castle Rock assombra a cidade, e Johnny é convidado pela polícia local para ajudá-los e tentar localizar o assassino. Após investigar o local do último crime e ao tocar em um cigarro deixado próximo a um banco, Johnny consegue revelar a identidade do assassino. Frank Dodd, uma pessoa muito próxima a própria família do xerife não levanta suspeitas pois sempre pareceu ser alguém do bem. Relutante, o xerife aceita considerá-lo como suspeito, e ao investigar mais a fundo, descobre que ele era realmente o assassino em série.

O interesse público gerado a partir daí é imenso e Johnny sai de Castle Rock e muda-se para New Hampsire em busca de tranquilidade. Lá, ele vira tutor particular de um aluno que tem dificuldade de atenção e volta a atuar como professor. É nessa cidade que Johnny desperta um certo interesse pela política e volta sua atenção para Greg Stillson, que está se candidatando para o senado.

Greg Stillson é o grande vilão, e na minha opinião, é um dos os piores vilões dos livros de Stephen King que já li até hoje.

Ao cumprimentar Stillson, Johnny vê, no futuro, ele como presidente dos Estados Unidos, causando uma guerra de nível nuclear. Ele debate se deveria fazer algo a respeito disso, e conversa com algumas pessoas, indiretamente sobre o que fariam no lugar dele. 


“A questão era esta: se você pudesse pular em uma máquina do tempo e voltar para 1932, você mataria Hitler?"


Porém, naquele momento, Johnny decide não tomar nenhuma atitude. 

O tempo passa e Chuck, o aluno no qual Johnny tornou-se tutor consegue finalizar seus estudos e participará de uma festa de formatura. Johnny está muito contente e satisfeito com os resultados de Chuck, e ao parabenizá-lo, ele vê um desastre acontecendo no local onde será a festa de formatura. Trata-se de um incêndio que deixará muitos mortos. 

Desesperado, Johnny alerta Chuck e sua família com o intuito de evitar que eles sejam vítimas dessa tragédia, e depois de muito custo, consegue impedir que vão. Quando as notícias do incêndio começam a chegar, Johnny tem realmente a certeza de que Stillson se tornará presidente e que deve fazer algo para que sua visão não torne-se real.

Esse foi o meu vigésimo livro do autor e eu gostei muito dessa história. Ler Stephen King para mim é estar dentro de um universo literário diferente, eu adoro as conexões que o autor faz entre as obras. Por exemplo, nesse livro, são citados Jerusalem's lot e Carrie. A construção de Greg como vilão é bem desenvolvida e deu pra notar desde o começo do livro que ele seria um dos piores. 

É muito legal ver livros do autor que fogem do terror, sabendo que ele é bem reconhecido por escrever mais sobre isso. Já li diversos livros de terror dele e posso afirmar que ele escreve tão bem quanto quando são outros gêneros.

Fica aqui a minha recomendação de A zona morta, sétimo livro publicado por King, que para mim foi uma leitura bem fluída e não cansativa.






Comentários

Postagens mais visitadas