Neurociência literária: Literatura e empatia.
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| Resumo sobre um estudo que fala da influência da literatura na empatia. |
O campo da neurociência literária está ganhando cada vez mais importância e destaque nos dias atuais.
Nesse post comentarei brevemente sobre os achados de um estudo conduzido na Itália e no Reino Unido, que fala sobre a influência da leitura dos livros de Harry Potter e os efeitos em atitudes relacionadas a preconceito com imigrantes, refugiados e homossexuais.
A conclusão da pesquisa publicada no Journal of Applied Social Psychology diz que entre os jovens, a leitura da série da autora J.K Rowling, e, principalmente, a identificação com o personagem principal — pode reduzir o preconceito em relação a grupos minoritários estigmatizados.
O estudo diz que, aqueles que leram e se identificaram com o personagem principal (Harry Potter) e participaram de discussões sobre passagens do livro, mostraram uma melhora nas atitudes em relação aos imigrantes. Porém, os pesquisadores alertam que essa reação positiva ocorreu apenas entre aqueles que se identificaram com o personagem principal.
Em outros dois estudos diferentes, jovens italianos notaram as atitudes e comportamentos positivos de Harry Potter em relação a grupos estigmatizados, e essa interação dos leitores com o mundo da fantasia influenciou nas atitudes desse grupo de pessoas no mundo real.
Em Harry Potter a questão da empatia e outras mensagens importantes, são efetivamente embutidas no meio de um enredo envolvente e imaginativo.
Esse estudo se relaciona com uma outra pesquisa, que descobriu que a leitura do gênero ficção pode reduzir o racismo, ajudando os leitores a se identificarem com personagens de origens diversas.
Gostaria de finalizar esse post com o seguinte trecho do artigo:
“A melhor lição da neurociência literária é que nossos belos cérebros são tremendamente maleáveis. Podemos mudar nossas mentes, literalmente.”
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