Livros que despertam empatia: Flores para Algernon, Daniel Keyes.
Sobre o livro
Quem lê sabe que um dos sentimentos desenvolvidos por esse hábito é a empatia. Por definição, a empatia é a capacidade de sentir o que uma outra pessoa sente, colocando-se na mesma situação, ou seja: procurar experimentar e sentir o que o outro sente, tentando assim compreender sentimentos e emoções.
Existem muitos livros que eu já li que acabaram despertando em mim esse sentimento de empatia mais acentuado. Hoje vou falar sobre o livro Flores para Algernon, de Daniel Keyes. Comentarei um pouco sob o meu ponto de vista, para evitar assim trazer spoilers do livro.
Publicado originalmente em 1959 como um conto, o autor Daniel Keyes o expandiu e trouxe esse conto como livro apenas em 1966.
No livro, a história gira em torno de Charlie, um homem de 32 anos que trabalha em uma padaria e tem déficit de QI. Charlie acredita que tem muitos amigos e que é feliz. Ele é então selecionado para participar de uma cirurgia que promete deixá-lo mais inteligente, mudando a vida dele para sempre.
Eu sempre vi muita gente falando e recomendando esse livro dizendo ser uma boa leitura e muitas pessoas inclusive disseram se emocionar com o livro. Criei bastante expectativa e então li.
A história é contada através de relatórios de progresso que Charlie faz tanto antes quanto depois da cirurgia, descrevendo o mundo como ele vê, com sua nova percepção.
No início, os relatórios são bem característicos de uma pessoa que têm realmente um defícit intelectual, como pude notar através dos diversos erros de gramática e acentuação. Vemos também um personagem ingênuo e inocente, que não vê as situações como elas realmente aconteceram naquela época.
Contudo, após o procedimento, Charlie se sente mais inteligente e começa a ver as coisas de uma forma diferente. E é aí que, no desenvolver da história, Charlie acaba mudando para sempre.
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Por que Flores para Algernon?
Algernon é o rato de laboratório no qual a cirurgia experimental foi feita antes do processo ser realizado em Charlie. Como os dois passaram pela mesma situação, Charlie vê Algernon como alguém que o entende, de certa forma os dois tornam-se companheiros.
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Impressões
Foi um ótimo livro que trouxe uma carga emocional bem alta e posso afirmar que me tocou de diversas formas. É um livro que, sem dúvidas, vai além da ficção científica apresentada, explorando a humanidade das pessoas e diferentes perspectivas.
Flores para Algernon provoca empatia no leitor em diversas situações no decorrer da história, e traz consigo emoções muito fortes: principalmente no tratamento de pessoas que possuem deficiência intelectual. Esse é o ponto central da história que faz o leitor refletir muito durante o livro todo e se pôr no lugar de Charlie.
Recomendo esse livro e acredito ser uma história de grande relevância, principalmente por ser muito interessante e que desperta muita empatia no leitor. Na verdade, acho que só por esse fato já vale muito a leitura.
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