Indicações de livros sobre ficção histórica.
O gênero ficção histórica define-se por uma história criada no passado, que incorpora características verdadeiras do período, porém, com a inclusão de personagens ou eventos ficcionais. É um gênero bem comum no universo literário e geralmente retratam períodos de grande importância histórica.
Nesse artigo, trago duas indicações de livros sobre ficção histórica que fizeram parte das minhas leituras e que são extremamente bem escritos.
- O tatuador de Auschwitz, Heather Morris
O livro retrata a época da segunda guerra mundial e conta a história de Lale Sokolov, que foi um tatuador no campo de concentração de Auschwitz. É um livro baseado em uma história real, e conta para o leitor uma história de amor e sobrevivência em meio aos horrores dos campos de concentração.
Apesar de ser baseado em fatos reais, o livro é classificado como ficção histórica pois a autora adicionou muitas partes fictícias e eventos que não aconteceram na história.
A autora passou três anos registrando a história de Lale Sokolov antes de ele falecer, no ano de 2006. Lale contou sua história somente aos 80 anos de idade e o motivo para isso foi que ele tinha medo de ser visto como alguém que colaborou com o nazismo por ter sido um tatuador. Porém, após o falecimento de sua esposa, Lale revelou detalhes sobre sua vida naquela época.
“Como alguém pode fazer isso com outro ser humano? Ele se pergunta se pelo resto da vida, seja ela curta ou longa, ele será definido por esse momento, esse número irregular: 32407.” — O tatuador de Auschwitz
Apesar das muitas partes difíceis de serem lidas devido a época em que a história é retratada, foi um ótimo livro e eu gostei muito dessa leitura.
Essa matéria da BBC é muito interessante e conta um pouco da história verdadeira por trás do livro.
- Novembro de 63, Stephen King
Eu acho que já perdi as contas da quantidade de vezes que eu recomendei esse livro pra alguém. Novembro de 63 conta a história de Jake Epping, um professor de inglês com uma vida pacata que muda de uma hora para outra.
Seu amigo Al, dono de uma lanchonete que Jake frequenta há muitos anos, dá a Jake uma escolha bem fora do comum: partir em uma missão e voltar no tempo para impedir o assassinato do presidente Kennedy ou seguir sua vida normalmente.
Al mostra a Jake um portal na despensa da lanchonete que permite que essas viagens do tempo se realizem, assim chegando primeiramente ao ano de 1958. A partir daí muitas coisas acontecem e o livro prende muito a atenção do leitor, fica bem difícil largar.
“Nunca sabemos quais vidas influenciamos, ou quando, ou por quê.” — Novembro de 63
A construção do personagem de Jake é muito bem feita e ele tem um ótimo desenvolvimento ao longo da história.
King precisou fazer extensas pesquisas para escrever essa história da melhor forma possível e fala, no trecho abaixo, o porque iniciou a escrita em 1972 e abandonou em seguida:
“Tentei escrever esse livro pela primeira vez lá em 1972. Abandonei o projeto porque a pesquisa que envolveria parecia assustadora demais para um homem que dava aulas em horário integral. Houve outra razão: mesmo nove anos depois do fato, a ferida ainda estava fresca demais.”
O autor realizou várias viagens a Dallas, cidade onde JFK foi assassinado e conversou com muitas pessoas de lá a respeito do assunto. O resultado é de uma obra extremamente bem escrita e desenvolvida. Foi meu terceiro contato com o autor e falo com certeza que foi o livro que despertou esse amor pela escrita de Stephen King.
Atenção! Esse livro possui referências de IT A coisa.
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