A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak.
Publicado em 2005 pelo autor Markus Zusak, esse livro de ficção histórica nos traz uma história extremamente emocionante e delicada sobre a vida de uma menina na Alemanha nazista durante a segunda guerra mundial.
Um gênero que tem ganhado meu coração ultimamente é o de ficção histórica. Por definição, a ficção histórica nos conta uma história criada no passado e incorpora características verdadeiras do período, com a adição de de personagens e eventos ficcionais. No caso desse livro, o período retratado é a segunda guerra mundial.
O livro A menina que roubava livros foi um livro que correspondeu à todas minhas expectativas, me emocionou e com certeza fez parte das melhores leituras desse ano.
A história se passa na Alemanha nazista e conta a história de Liesel, que no decorrer da história torna-se a menina que roubava livros. Liesel é entregue a uma família adotiva na pequena cidade de Molching e logo faz parte da família Hubermann. Seu pai é um homem de coração grande e sua mãe tem uma personalidade mais forte e é mais durona.
A narração do livro é feita pela Morte, a qual cruza caminho com Liesel três vezes durante um período de quatro anos. Outro ponto que gostaria de mencionar é que o livro pode ser um pouco lento para algumas pessoas, devido ao fato de que a história vai se desenrolando lentamente.
Viver naquela época fez com que Liesel encontrasse conforto no mundo do livros, os quais ela adquire o costume de furtar de bibliotecas incendiadas ou da casa do prefeito da cidadezinha em que mora. Ela conta com a ajuda da esposa do prefeito para isso, e com o passar do tempo, elas tornam-se amigas.
“Ela era uma menina. Na Alemanha nazista. Como era apropriado que descobrisse o poder das palavras.’’
Uma leitura por muitas vezes difícil e cruel. Já é o segundo livro que li de ficção histórica que retrata o nazismo e é um assunto extremamente complicado de ser abordado. Porém, o autor consegue trazer um lado mais leve e sensível durante alguns momentos da história e mostra bons momentos da vida da personagem.
Falando em personagens, um que se destacou demais para mim foi o pai de Liesel. De coração gigante e uma bondade imensa, foi o personagem a quem mais me apeguei. De fato, é Hans, pai adotivo de Liesel que lhe ensina a ler.
O finalzinho do livro é muito triste. Muito mesmo. De doer o coração, de dar nó na garganta… Um trecho que me marcou muito foi esse aqui:
“Continuava apertando o livro. Continuava desesperadamente agarrada as palavras que lhe tinham salvado a vida.”
Percebo que, cada vez mais esses livros que tocam bem no fundo e me deixa desolada muitas vezes acabam sendo os livros que tornam-se meus favoritos.
Recomendo muito A menina que roubava livros, um livro que, apesar de deixar um buraco no peito ao finalizar, foi uma excelente leitura.
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